O Brasil está bebendo diferente?
Tendências, riscos e a nossa nova relação com o álcool.

Entre todas as substâncias psicoativas consumidas no Brasil, o álcool tem a maior chance de uso abusivo. E isso não é por acaso. Culturalmente associado a momentos de celebração, socialização e relaxamento, ele está amplamente presente em nosso cotidiano.¹

No entanto, o álcool é um depressor do sistema nervoso central com potencial de causar dependência. Classificado como carcinógeno do Grupo 1 pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), o álcool está na mesma categoria de risco que o amianto, a radiação e o tabaco.¹,²

Mesmo em níveis considerados baixos ou moderados, o álcool compromete funções neurológicas, como equilíbrio, tempo de reação, foco visual, julgamento e comportamento. Quando consumido em doses mais altas, os efeitos se intensificam e podem evoluir para quadros graves de intoxicação, com risco de perda de consciência, coma, insuficiência respiratória, pneumonia por aspiração e, em casos extremos, morte.¹

Os efeitos são ainda mais acentuados em países de baixa e média renda, onde barreiras no acesso à informação, educação e serviços de saúde se somam a contextos de vulnerabilidade social.³

E não importa se a bebida é artesanal, importada, “mais leve” ou de alto padrão: qualquer dose de álcool apresenta risco.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 3 milhões de pessoas morram anualmente por causas associadas ao álcool, tornando-se:¹

  • O 7º principal fator de risco de morte e incapacidade no mundo;¹
  • A principal causa de óbito entre pessoas de 15 a 49 anos.¹

Além das doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de álcool está fortemente vinculado a violências, acidentes de trânsito, quedas, afogamentos e suicídios.¹ 

Dito isso, por que as pessoas continuam bebendo?

As razões mais comuns incluem a busca por prazer, relaxamento e pertencimento social. Muitas pessoas relatam sentir-se mais “leves”, “soltas” e desinibidas sob efeito do álcool, principalmente em situações de lazer ou após um dia estressante.

Entre as bebidas alcoólicas, a cerveja é a queridinha dos brasileiros. Em 2021, foram vendidos mais de 13 milhões de litros de cerveja no país, contra 2,6 milhões de litros de destilados.¹ 

E o cenário econômico acompanha esse hábito: 

  • O Brasil tem quase 6 mil fabricantes de bebidas alcoólicas;¹ 
  • Os consumidores brasileiros ocupam o 2º lugar entre os que mais compram bebidas online no mundo.

E a tal da “moderação”?

“Beba com moderação” é o lema amplamente difundido em propagandas de bebidas alcoólicas. Mas, na prática, o que isso significa?  Existe uma quantidade segura para o consumo de álcool? 

    A quantidade de álcool presente nas bebidas varia consideravelmente. Enquanto uma cerveja comum tem cerca de 5% de álcool, os destilados chegam a ter até oito vezes mais. Isso torna difícil – e até perigosa – a tentativa de definir um “número mágico” de doses aceitáveis. Diversos fatores como idade, sexo, genética, estilo de vida e saúde geral influenciam a forma como cada pessoa metaboliza o álcool.²

    Hoje, sabemos que o risco de danos começa desde a primeira gota.²

      O consumo de álcool no Brasil

      Em 2019, o consumo per capita entre adultos brasileiros foi de 7,7 litros de álcool puro, o que representa uma queda quando comparado com 2010 (8,6L), mas ainda continua acima da média das Américas e do mundo (Figura 1).³

      Figura 1. Consumo de álcool total (em litros de álcool puro) per capita (15+ anos) no Brasil, nas Américas e no mundo em 2019.³

        Segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel ) de 2023, a frequência de consumo abusivo, definido como quatro ou mais doses para mulheres, ou cinco, ou mais para homens em uma mesma ocasião, pelo menos uma vez nos últimos 30 dias, subiu de 18,1% em 2010 para 20,8% em 2023.

        Esse aumento é mais expressivo entre as mulheres: entre 2006 e 2023 a prevalência subiu de 7,8% para 15,2%. Já entre os homens, o índice permaneceu estável (27,3% em 2023). O crescimento também é mais acentuado entre pessoas com maior escolaridade e na faixa etária de 25 a 34 anos, embora tenha havido aumento relevante entre os adultos de 45 a 54 anos no período recente.

        Regionalmente, o consumo abusivo é mais frequente no Centro-Oeste (31,1%) entre homens, e no Sul (17,4%) entre mulheres. No entanto, entre as capitais, Salvador lidera, com as maiores taxas tanto para homens (37,5%) quanto para mulheres (21,9%).³

          Internações e mortalidade: o impacto do uso nocivo de álcool

          As internações atribuíveis ao álcool (Figura 2) caíram de 112 mil em 2010 para 50 mil em 2023. Houve também uma mudança no perfil etário: a proporção de internações entre pessoas com mais de 55 anos aumentou de 22% para 35%. Ou seja, em 2023, 1 em cada 3 internações por álcool ocorreu entre pessoas com mais de 55 anos.³

          Figura 2. Principais causas de internações atribuíveis ao álcool em 2023.³

          A taxa de mortes relacionadas ao álcool vinha diminuindo entre 2010 e 2019, chegando a 30,4 por 100 mil habitantes. No entanto, essa tendência foi interrompida pela pandemia de COVID-19, e os índices voltaram a subir, alcançando 32,5 em 2022. (Figura 3).³

          Figura 3. Óbitos atribuíveis ao álcool (100 mil habitantes).³

          Custos relacionados ao álcool no setor de saúde pública

          Além do impacto direto na saúde da população, o consumo de bebidas alcoólicas também representa um peso crescente para o sistema público de saúde. Em 2018, os gastos com o tratamento de cânceres associados ao álcool ultrapassaram R$ 1,7 bilhão, considerando apenas os procedimentos ambulatoriais e hospitalares custeados pelo governo federal. Para 2040, estima-se que esse valor ultrapasse os R$ 4 bilhões, o que representa um aumento de 140% em relação a 2018.

          Entre o empoderamento e o alcoolismo

          Entre 2006 e 2023 houve um aumento de 95% no consumo abusivo de álcool entre as mulheres brasileiras.⁵,

          Esse crescimento acompanha a maior inserção da mulher no mercado de trabalho e a busca por espaços de autonomia e descontração. O álcool, nesse contexto, aparece como uma válvula de escape.⁸,⁹

          No entanto, do ponto de vista biológico, o corpo feminino é mais vulnerável aos efeitos do álcool. Mesmo em pequenas doses, há maior sobrecarga metabólica, além de impactos hormonais que variam com o ciclo menstrual, a gestação e a amamentação.⁸,⁹ 

          Mas não é só o organismo que sofre: o julgamento social é mais pesado para mulheres que bebem. O estigma, o risco de violência doméstica e sexual, e as barreiras ao tratamento tornam o cuidado ainda mais complexo.

          Ao mesmo tempo, há um discurso de empoderamento que normaliza e por vezes glamouriza o consumo. Campanhas publicitárias e redes sociais, por exemplo, reforçam a imagem da mulher empoderada e bem-sucedida que bebe vinho para relaxar após um dia cheio. 

          O resultado é uma contradição difícil de contornar: mulheres que bebem para lidar com a sobrecarga, mas encontram menos acolhimento quando o consumo se torna um problema.

          O novo comportamento frente ao álcool

          Nas últimas décadas, o consumo de álcool vem passando por uma reconfiguração profunda. Ao mesmo tempo, em que cresce entre mulheres adultas, o álcool perde protagonismo entre os jovens. 

          Essas tendências expõem mudanças geracionais, transformações sociais e novas formas de lidar com prazer, saúde, sociabilidade e sofrimento.

          A sobriedade como escolha: o caso da geração Z

          Na contramão desse aumento, jovens da Geração Z estão mudando como se relacionam com o álcool. Eles não só bebem menos como também começam a beber mais tarde, se embriagam com menor frequência e, muitas vezes, optam por não beber de forma definitiva.¹⁰ 

          Um estudo conduzido pela Mind Miners em 2024 com 3.000 participantes, mostrou que a Geração Z é a que menos consome bebidas alcoólicas (45%), bem abaixo dos Millennials (57%), Geração X (67%) e Boomers (65%).¹¹

          As principais razões? 

          Falta de interesse (58%) e sabor desagradável (35%).¹¹ 

          Para essa geração, o álcool deixou de ser símbolo de maturidade ou liberdade e passou a representar risco, descontrole, perda de tempo ou simplesmente algo sem apelo.¹⁰,¹¹

          Essa mudança é marcada por uma nova consciência sobre os impactos do álcool na saúde mental, no desempenho social e na rotina. Não beber não é mais sinônimo de exclusão.¹⁰ 

          Pelo contrário: muitos jovens enxergam a sobriedade como um ato de autocuidado, responsabilidade e até rebeldia contra padrões sociais impostos por gerações anteriores. O álcool, que antes era um rito de passagem, hoje é questionado e frequentemente substituído por experiências mais sensoriais, criativas ou voltadas ao bem-estar.¹⁰

          Novas formas de lazer, novos valores

          Jovens sóbrios estão reinventando o lazer. Em vez de bares e festas regadas a álcool, buscam experiências que envolvem cuidado, criatividade e conexão. Atividades como confeitaria, yoga, meditação, cinema ao ar livre, trilhas, jogos de tabuleiro e clubes de leitura estão ganhando espaço.¹²

          Essa tendência se reflete também no consumo consciente: bebidas não alcoólicas mais elaboradas, pubs com opções de mocktails e espaços de convivência sem álcool são cada vez mais valorizados.¹²

          Por outro lado, a decisão de beber menos também está relacionada com a precarização da vida contemporânea. A geração Z enfrenta pressões econômicas, incerteza sobre o futuro e sobrecarga emocional. Evitar o álcool é, para muitos, uma forma de manter o controle em meio ao caos.¹²

          O movimento sóbrio-curioso em alta

          Não é preciso parar de beber para começar a repensar o próprio consumo de álcool. Nos últimos anos, cada vez mais pessoas têm explorado a “semi-sobriedade”: seja dando uma pausa, reduzindo a frequência ou simplesmente prestando mais atenção ao papel que o álcool ocupa em suas rotinas.¹³

          Esse movimento ganhou força com o conceito de curiosidade sóbria, termo popularizado pela autora Ruby Warrington em seu livro intitulado “Sober curious: the blissful sleep, greater focus, limitless presence, and deep connection awaiting us all on the other side of alcohol”.¹³ 

          A proposta é simples: se questionar

          Por que bebemos? O que buscamos ao beber? O que sentimos quando não bebemos?

          A curiosidade sóbria parte do princípio de que a consciência pode transformar o comportamento. Não se trata de seguir uma cartilha rígida ou assumir um rótulo de abstêmio, mas de desnaturalizar o hábito de beber, sobretudo em contextos sociais em que o álcool é quase automático.¹³

          Muitas vezes, beber está ligado a momentos de celebração, conexão, relaxamento ou mesmo fuga emocional. Mas o movimento convida a outro olhar: é isso que eu realmente quero agora? Estou bebendo por inércia? Por pressão? Para fazer parte?

          A curiosidade sóbria propõe:¹³

          • Desafiar a cultura do álcool como norma social, seja em encontros, festas, almoços de família ou eventos profissionais;
          • Explorar formas mais saudáveis de lidar com o estresse, a ansiedade e o cansaço, sem depender exclusivamente do álcool como recurso de regulação emocional;
          • Ampliar o repertório de lazer e prazer, criando experiências significativas que não giram em torno da bebida;
          • Apoiar escolhas mais sustentáveis, tanto para a saúde física e mental quanto para as relações e a produtividade.

          Ao contrário da sobriedade tradicional, que costuma implicar abstinência total (muitas vezes ligada a tratamento de dependência), a curiosidade sóbria não exige parar de beber. O foco está na intenção e não na proibição. É sobre perceber padrões, testar limites e fazer escolhas mais alinhadas com os próprios valores e necessidades do momento.¹³

          No fundo, a curiosidade sóbria é menos sobre o álcool em si e mais sobre a autonomia. Um jeito de voltar a ter voz ativa sobre o próprio corpo, comportamento e prazer

          Sem culpa. Sem rótulos.

          A ascensão das cervejas sem álcool

          Diante dessas mudanças de comportamento, o consumo de cervejas sem álcool vem ganhando força no mercado de bebidas, inclusive entre pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência.¹¹

          Dados do Mind Minders mostram que:¹¹

          • 92% das pessoas que conhecem cerveja sem álcool são consumidores de álcool;
          • 88% são praticantes de atividade física.

          A curiosidade é o principal fator que leva à experimentação dessas bebidas, mas a continuidade do consumo está associada a questões como equilíbrio e restrições específicas:¹¹

          • 58% experimentaram por curiosidade;
          • 14% por uso de medicamentos que restringem álcool;
          • 11% para evitar problemas ao dirigir.

          Cerveja e esporte: uma combinação inesperada

          Nos últimos anos, as cervejas sem álcool passaram a ser promovidas também como opção para recuperação esportiva, algumas incluindo eletrólitos nas chamadas “cervejas esportivas”.¹⁴

          A tendência cresceu tanto que a maior cervejaria do mundo lançou uma campanha global durante as Olimpíadas de Paris, promovendo sua cerveja sem álcool como símbolo de bem-estar. O contrato de marketing se estende até os jogos de 2032 e inclui os Jogos Paralímpicos.¹⁴,¹⁵

          Benefício ou risco?

          Apesar da popularidade, especialistas alertam que as cervejas sem álcool podem estimular o desejo por álcool em algumas pessoas, já que imitam cor, sabor e embalagem das versões tradicionais.¹⁶,¹⁷

          Estímulos visuais e sensoriais relacionados ao álcool aumentam a vontade de beber e podem levar à recaída, especialmente em pessoas com histórico de uso problemático.¹⁶,¹⁷ 

          Para quem deseja reduzir o consumo, mas ainda aprecia o sabor ou os rituais sociais associados ao álcool, as cervejas sem álcool podem ser uma opção menos prejudicial. Porém, se forem consumidas com bebidas alcoólicas ou em momentos em que normalmente não se beberia nada, o potencial benefício desaparece.¹⁷ 

          Com o aumento da oferta, surge uma dúvida importante: as cervejas sem álcool ajudam a reduzir o consumo nocivo ou estimulam a cultura alcoólica de outras formas?

          Um estudo britânico publicado em 2021 mostrou que a maioria dos consumidores dessas bebidas são jovens, homens, de alta renda e grandes consumidores de álcool, o que indica que essa substituição continua restrita a um público específico.¹⁸

          Outro ponto de atenção: cervejas sem álcool são alimentos ultraprocessados, com impacto não apenas na saúde individual, mas também no meio ambiente.¹⁹,²¹

          Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, alimentos ultraprocessados:²⁰,²¹

          • Favorecem doenças como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares;
          • Estão associados à má nutrição e ao consumo excessivo de calorias;
          • Aumentam a degradação ambiental, poluição, uso de água e energia;
          • Contribuem para a perda da biodiversidade e comprometem recursos naturais.

          Considerações finais

          O debate sobre o consumo de álcool no Brasil é uma questão complexa, que atravessa saúde pública, cultura, desigualdades e relações interpessoais.

          De um lado, temos um padrão de consumo abusivo profundamente enraizado, com implicações diretas para a saúde física, mental e social da população. De outro, observamos a ascensão de um movimento de redução consciente do uso álcool como parte do autocuidado.¹,¹³

          Assim, alternativas como as cervejas sem álcool ganham notoriedade, por se posicionarem como produtos mais saudáveis e adaptáveis a novos estilos de vida. Ainda que essa tendência aponte para possíveis mudanças nos hábitos de consumo, ela também levanta preocupações: desde a real efetividade dessas bebidas como substitutos até os riscos relacionados à reatividade a estímulos, à manutenção de vínculos culturais com o álcool e ao impacto dos ultraprocessados na saúde.¹¹,¹⁶,²⁰,²¹

          Diante deste cenário, é preciso fomentar o senso crítico e abrir espaço para o diálogo, contribuindo para a construção de uma cultura de cuidado que vá além da culpabilização e do consumo individualizado.

          Referências Bibliográficas

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          3. CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL. Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2024. Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Disponível em: <https://cisa.org.br/biblioteca/downloads/artigo/item/485-panorama2024>. Acesso em: 11 abr. 2025.
          4. CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL. Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2023. Disponível em: <https://cisa.org.br/images/upload/Panorama_Alcool_Saude_CISA2023.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2025.
          5. CETAB/FIOCRUZ. Consumo de Bebidas Alcoólicas: um Problema de Saúde Pública. CETAB/Fiocruz. Disponível em: <https://tabaco.ensp.fiocruz.br/sites/default/files/infografico_senad_introducao_.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2025.
          6. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigitel Brasil 2023 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Governo Federal. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2023-vigilancia-de-fatores-de-risco-e-protecao-para-doencas-cronicas-por-inquerito-telefonico/view>. Acesso em: 11 abr. 2025.
          7. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigitel Brasil 2006-2023 : tabagismo e consumo abusivo de álcool. Governo Federal. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2006-2023-tabagismo-e-consumo-abusivo-de-alcool/view>. Acesso em: 15 abr. 2025.
          8. CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL. Como as mulheres estão bebendo? Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Disponível em: <https://cisa.org.br/pesquisa/dados-oficiais/artigo/item/151-como-as-mulheres-estao-bebendo>. Acesso em: 11 abr. 2025.
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          10. CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL. Por que a geração Z está bebendo menos? Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Disponível em: <https://cisa.org.br/sua-saude/informativos/artigo/item/412-porque-a-geracao-z-esta-bebendo-menos>. Acesso em: 17 abr. 2025.
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          13.  ALCOHOL AND DRUG FOUNDATION. What is “sober curious?” . Alcohol and Drug Foundation. Disponível em: <https://adf.org.au/insights/sober-curious/>. Acesso em: 14 abr. 2025.
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          21. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para a população Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, 2014. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2025.
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